Sejam bem-vindos a esta nossa janela virtual com vista para a Sala do Arco-íris do Jardim de Cruzeiro.
Espreitem e verão aquilo que consideramos como o nosso Portfolio de Grupo, onde descrevemos e revelamos aquilo de mais significativo que fomos fazendo ao longo do tempo.
Sempre com muito prazer e empenho, pois somos 20 crianças de 5 e 6 anos, cheias de energia e vontade de descobrir coisas novas, na companhia da nossa educadora Juca, das duas estagiárias finalistas Patrícia e Filipa, da nossa animadora Amélia, da professora do ensino especial Céu e também da tarefeira Florinda. Mais tarde chegaram à nossa sala três estagiárias do 3º ano, a Cláudia, a Vânia e a Andreia.
Esperamos que gostem da nossa "companhia" e queiram conhecer a viagem que fizemos ao longo do ano lectivo 2008-2009.
O tempo está tão bom, que até apetece passear... então, porque não "ir à pesca"?
Foi isso que fizemos (dentro da sala!) na companhia da Vânia, da Andreia e da Cláudia, as nossas estagiárias do 3º ano, que nos propuseram um jogo muito divertido:
Tinha dois "lagos" e quatro canas de pesca e o objectivo era conseguir pescar "peixes-letras"... ou seja, para melhor se perceber, cada um teria de pescar as letras que formam o seu nome!
Assim foi, começamos com os lagos cheios de caracteres em letra IMPRESSA MAIÚSCULA, cada um dos quais tinha um quadradinho magnético, para poder ser "pescado" com a cana de pesca, que tinha um "anzol" magnético também...
Foi muito fácil, não custou nada! Nós já conhecemos tão bem as letras que formam os nossos nomes que, num instantinho, as pescamos todas e depois colocamos por ordem de modo a formar os nomes correctos. Mas a segunda fase do jogo já não foi tão fácil... o desafio foi muito maior! Já sabemos que o nosso nome pode escrever-se de duas formas: Já tínhamos "pescado" a primeira, faltava a segunda! Ora para escrever o nome em letra manuscrita usamos primeiro uma letra maiúscula e depois as restantes são minúsculas...o que é um pouquinho mais complicado.Por isso alguns de nós recorreram ao seu "cartão do nome", para irem seguindo com o dedinho qual a letra que pescariam de seguida.... mas o importante é que todos conseguimos pescar todas as letras de todos os nomes! Para terminar, organizamos pela sequência certa as letras, de modo a formarem os nomes e reproduzimo-los à mão, construindo um cartaz que está quase pronto. Ficam estas imagens ilustrativas de uma actividade interessante e enriquecedora, que motivou muitos a passarem a escrever o seu nome em letra manuscrita, apesar de ser mais difícil e dar mais trabalho! Fantástico, hem?
Parabéns a todos nós e também à Vânia, à Cláudia e à Andreia que "se estrearam" a intervir. Ficamos à espera de mais "manhãs de quinta-feira" cheias de desafios interessantes...
Durante a Semana da Leitura, a nossa "Panela das Histórias" foi partilhada...
É isso que normalmente acontece com as boas ideias e esta já tinha vindo de longe... lá dos lados da Brandoa (obrigada à educadora Luz e aos seus meninos- blogue "Pequenos Passos"!)
Começamos por divulgar a iniciativa aos nossos vizinhos de sala. Todos juntos, fizemos a passagem de testemunho de "Cozinheira de Histórias" da Educadora da Sala do Arco-íris para a Educadora da Sala dos Patinhos.
Os mais pequenos comprometeram-se então a receber na sua sala a "Panela das Histórias" e a cozinhar uma história com ela... os ingredientes não demoraram muito a irem lá para dentro, mas agora há que dar tempo e apurar o "tempero"...
Entretanto, a "notícia" espalhou-se e chegou aos vizinhos de lá de cima, da escola do 1º ciclo.
Então não é que, também eles, tinham vontade de "cozinhar histórias"?
Por isso fomos lá e fizemos uma reunião geral - crianças, professores e auxiliares do Jardim de Infância e da EB1.
Apresentada a panela, o avental e até o chapéu próprios para cozinhar histórias, tivemos que explicar bem qual o processo utilizado nos cozinhados... nada de colocar ao lume, ou de acrescentar água! Depois o Eduardo serviu de modelo para experimentar o avental e o chapéu de cozinheiro. No final todos queriam que a sua sala fosse a primeira a receber a famosa panela!
Combinamos então que, logo que a história dos patinhos acabe de cozinhar, a "Panela das Histórias" irá para a sala do 1º ano, do Professor Pedro, onde ficará durante uma semana. A partir daí seguirá para a sala do 2º ano, do Professor José, depois para o 3º ano, da Professora Lídia e, finalmente, para os mais velhinhos da sala do 4º ano, da professora Ana.
O mais engraçado é que quase todas as crianças destas turmas já passaram pela Sala do Arco-íris e pela sua educadora... há (alguns) anos atrás.
Afinal, os mais crescidinhos, tal como todas as crianças, também apreciam o mundo da fantasia!
Assim, para além de se ouvir, ver e ler histórias, em Vila Nova de Anha vai-se agora "cozinhar histórias", que depois serão partilhadas e apresentadas a todos.
Mais uma boa actividade de articulação, não acham?
A fala precede a escrita, no crescimento e na aprendizagem e as crianças que, desde cedo, devem perceber que há uma relação muito estreita entre ambas.
De facto, o processo de alfabetização não começa apenas ao olhar as letras e identificá-las, antes parte de uma escuta activa dos sons da fala.
Em contexto de jardim de infância isso começa com a valorização quotidiana da expressão oral da criança, inicialmente apenas com os sons da fala, para depois progredir para uma etapa fonológica e, finalmente, para uma alfabetização ortográfica (leitura e escrita).
A consciência fonológica tem a ver com a noção de que as palavras são formadas por sons.
Pode ser desenvolvida através de brincadeiras com a linguagem (descoberta de rimas, trava-línguas, lengalengas, cantilenas...) e também através do reconhecimento dos sons existentes nas palavras, feito de forma lúdica (jogo).
Uma das formas é através da divisão silábica, pois a componente sonora (som) mais facilmente reconhecida pelas crianças nas palavras é a sílaba.
A consciência fonológica é, portanto, uma competência de reflexão sobre a linguagem oral que se torna essencial na aquisição do código escrito.
Por tudo isto que a professora escreveu atrás (coisas muito importantes!) estivemos a brincar com as palavras, partindo-as em pedacinhos… ou seja, para que percebam melhor vamos dar um exemplo: se a palavra fosse um bolo, cortávamo-lo todo às fatias.
Respondemos dizendo o nome e batendo palmas nos seus pedacinhos (sílabas):
MA RI A NA, GON ÇA LO, FRAN CIS CO, JO A NA, MI GUEL, MA RA, FI LI PE, MA RI A,
Depois pode repetir-se batendo com os pés, estalando os dedos, batendo nos joelhos, etc…
A seguir é a vez de outra criança.
Fizemos isto com os nossos nomes e foi muito divertido parti-los em pedacinhos, sendo cada um uma “fatia de nome”, ou antes, dizendo a palavra correcta, uma sílaba (mais uma palavra nova para o nosso vocabulário!).
Passamos da palavra à sílaba e depois da sílaba à letra e ainda houve quem dissesse que existem também as frases e tinha razão…
A frase tem palavras: “A menina gosta de brincar”
As palavras têm sílabas: “Me ni na”
As sílabas têm letras: “M E N I N A”
(Fonte da imagem: blogues da Mamã Sofia)
Assim aprendemos a reconhecer os diversos sons dentro das palavras e também as diversas letras que as compõem...
Assim também contamos quantas letras e quantas sílabas tem o nome de cada um de nós…
Depois fizemos um registo colectivo, com formação de conjuntos por quantidades de sílabas e assim descobrimos que os nossos nomes têm 2, 3 ou 4 sílabas.
Ufa... que trabalheira!
Mas ainda não terminamos... o entusiasmo trouxe a "caixinha das surpresas" e, dentro dela, algo de muito esquisito: muitas molas da roupa com letras.
Para quê? A roupa que se põe a secar não sabe ler!
Pois não, mas com esse material tão "pobre", fizemos uma actividade muito "rica":
Cada um escreveu o seu nome com molas de madeira, que estavam presas a um cartão onde tinha o seu nome escrito em letra IMPRESSA e manuscrita... mas estavam todas trocadas!
Por isso tivemos que procurar a ordem certa das letras e formar o nome....
O Tiago começou assim. Hum... mas isto não dá bem para ler...
Ah, assim já dá!
Não é nada assim!
É assim que se lê direito... disse o Miguel.
Depois de descobrirmos as sílabas, partimos o nome em pedacinhos, separando-os com as molas...
A Teresa em plena actividade
E a Joana também
Eram tantos cartões com nomes e molas, que os colocamos no placar de entrada do jardim de Infância e ficou assim:
Esta proposta veio na nossa sessão de motricidade:
- Vamos fazer as letras vogais com o nosso corpo?
- E como se faz isso? Não parece nada fácil...
Pois, na verdade, foi só uma questão de começar... A partir daí, não paramos mais!
Não só reproduzimos - e por várias vezes - as cinco vogais, descobrindo as mais variadas formas de o fazer, como depressa quisemos prosseguir para as letras consoantes!
Ora individualmente, ora em pares, foi uma agitação... até ficamos a transpirar!
Mas foi muito divertido para nós e surpreendente para as nossas estagiárias e educadora, que ficaram a observar o nosso entusiasmo e envolvimento, de tal forma não queríamos parar de descobrir como escrever letras com o corpo... vejam a apresentação em slideshow!
Após termos estado atentos e empenhados nos registos gráficos sobre a visita de ontem, os nossos desenhos ficaram prontos e estivemos a analisá-los em grande grupo.
Por vezes somos uns grandes críticos do trabalho uns dos outros mas, desta vez, todos estiveram de acordo: os desenhos estavam bem feitos porque os meninos se esforçaram e cada um fez o melhor que conseguiu. Na verdade também não é lá muito fácil desenhar carros de bombeiros...
Aqui está o resultado: todos receberam um prémio : um símbolo de FIXE! Foi uma alegria e um incentivo para todos os que se esforçaram um pouquinho mais do que é habitual:
Tivemos um tempinho livre entre tarefas de Natal e aproveitamos para ver uma coisa muito gira no computador... já temos visto muitas, mas esta foi especial!
Era uma história de Natal, não em powerpoint, como já temos visto muitas, mas em livro... não um livro como todos os outros, mas um livro diferente, um livro "virtual" em flash.
Ao abrir o livro, clicando na sua capa, começava a aventura... cheia de imagens e sons maravilhosos... A história estava escrita em inglês, mas a nossa educadora contou-a em português, para que todos percebêssemos.
Gostamos muito dela e até descobrimos a resposta à pergunta final!
Depois estivemos a conversar sobre as as semelhanças e as diferenças que existem entre um livro normal e um livro virtual e vejam só o que descobrimos:
Vão lá espreitar, pois tem imensos postais diferentes em flash, todos eles muito bonitos.
Apenas precisam de arranjar um tradutor de inglês... e divirtam-se com mais este recurso virtual.
Aproveitando a história que conhecemos esta semana, intitulada Poema de Natal, do livro “Natal de encantar” da Texto Editora (incluído no Plano Nacional de Leitura) olhem só as descobertas que fizemos:
Reparamos que um texto normal (prosa) é diferente do texto de uma poesia, pois no livro o aspecto dos dois não é igual… então, quais são as diferenças que descobrimos entre texto (prosa) e poesia?
Aqui estão as diferenças que conseguimos encontrar:
TEXTO (PROSA)
POESIA
Não rima.
Rima, tem palavras e frases que terminam com o mesmo som.
Tem frases compridas, com muitas palavras.
Tem frases curtas, com poucas palavras.
Tem muitas frases.
Tem quatro frases de cada vez, é por isso que se chamam “quadras”.
A página que tem o texto está toda cheia.
A página que tem poesia tem “quadradinhos de palavras”.
Tem que se ler tudo seguido até chegar ao fim.
Lê-se um quadradinho de cada vez, por isso pode-se fazer pausas.
O objectivo é colocar 3 em linha, seja na vertical, na horizontal ou na diagonal. E o mais engraçado é que "jogamos contra uma menina que está lá dentro do computador"!